Fiquei muito triste com a minha lesão (fatura do hálux direito). De quarta (dia da lesão) à domingo fiquei meio sem rumo. Literalmente comendo e bebendo. Mas havia marcado uma consulta com o Matheus Cardoso, meu fisioterapeuta para as horas perdidas (na verdade ele e o Daniel), para a segunda-feira seguinte.
No consultório, quando viu o RX, disse: “pensei que fosse pior”. Fiquei animado e perguntei o que poderia ser feito. “Tratamento para consolidação e reforço da musculatura do pé e panturrilha!” Existe uma chance de correr a Maratona, perguntei eu. “Sim, não garanto, mas é possível”, disse o Matheus.
Após a consulta com o Matheus, me coloquei a planejar e definir uma rotina. Sabia que não existia a certeza, mas me contentava com a possibilidade. Fisioterapia todos os dias (segunda à sexta). Musculação segunda, quarta e sexta. E bicicleta terça, quinta, sábado e domingo. E muuuuuito gelo! Tudo para tentar recuperar o dedo e não perder o condicionamento. Essa rotina me manteve atento e focado. Acabei não desistindo de tudo, algo que seria natural neste momento.
E é assim na vida, quando sofremos com contratempos, cometemos dois pecados básicos: desistir e andar para trás. Neste caso, desistir seria curtir a vida e mandar embora todo o condicionamento adquirido este o andar para trás.
Com estes ajustes me senti novamente motivado. Sem certeza, mas de volta com foco. Talvez o segredo de tudo... Voltar ao foco! Quando somos surpreendidos na vida com os contratempos, acredito que na verdade o que ocorre é uma checagem do quanto você está focado. Se não está, tudo desmorona! Pois bem, o que fiz foi me manter no foco. Treinar e correr a Maratona. O aprendizado é muito interessante, certamente vou me lembrar. Espero carregar esta lição. Nos contratempos, a pergunta a ser feita: qual era mesmo o foco??? Mantenha-se nele! E hoje vou embarcar para o Atacama, com botinha no pé. Mando notícias de lá!